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Custos escondidos em programas de assistência médica: uma alternativa para mensurá-los

A Lei de Saúde determina que em algumas situações o ex-empregador deve oferecer a continuidade do programa de assistência médica para ex-empregados desligados sem justa causa ou por aposentadoria, sendo que, nestes casos, os ex-empregados precisam assumir o custo total do programa (parte empresa + parte empregado).

De acordo com pesquisas que realizamos frequentemente, identificamos que a maioria das empresas que estão atendendo a esta situação, principalmente aquelas com o modelo de pré-pagamento, estão adotando os seguintes procedimentos:

  • Manter os ex-empregados no mesmo contrato/apólice dos ativos
  • Cobrar dos ex-empregados o prêmio médio do contrato/apólice dos ativos

O potencial “custo escondido” (hidden cost) consiste exatamente no fato de cobrar de um aposentado com idade de 60 anos o mesmo valor determinado para a massa geral de participantes, que inclui participantes de 10, 20, 30, 40 anos, etc.

Portanto, esta situação pode ser representada pela seguinte fórmula:

Hidden Cost = DMEI – CC
Onde,
DMEI = Despesas Médicas Esperadas na Idade
CC = Custo Cobrado

Caso Prático

De um cliente da Watson Wyatt, com cerca de 800 empregados

Para atendimento à Legislação de Saúde, em seus artigos 30 e 31, a empresa estudava a manutenção
dos ex-empregados no mesmo contrato dos ativos. Adicionalmente, a empresa pretendia cobrar dos
ex-empregados, conforme definido pela Legislação, o custo total do plano (parte empresa + parte empregado).

Para definição do valor a ser cobrado, a empresa estabeleceu o custo médio geral per capita do plano, mesmo sabendo que o custo esperado dos ex-empregados, principalmente dos aposentados, tende a ser maior que o valor cobrado como mensalidade. Como existe a expectativa de saídas de empregados por aposentadoria nos próximos anos, a empresa quis avaliar os potenciais impactos desta decisão.

A seguir, demonstramos a evolução esperada do número de participantes (empregados + dependentes) no Plano de Assistência Médica:

No gráfico abaixo, demonstramos a curva esperada do comportamento dos custos do Plano de Assistência Médica ao longo do tempo:

Como podemos verificar, os custos médios do Plano de Assistência Médica estão muito próximos dos custos dos ativos no ano de 2007. Contudo, verificamos uma forte tendência de alta, acompanhando a evolução do número de participantes assistidos. Neste exemplo específico, uma vez que todos os participantes e a empresa contribuem com o custo médio do plano, verificamos a existência de um crescente e elevado subsídio indireto por parte dos participantes ativos e da empresa.

Para ajudar as empresas a entender esta situação e estimar no médio e longo prazos os potenciais impactos, a Watson Wyatt desenvolveu uma ferramenta que tem por objetivo projetar por meio de metodologia atuarial o valor presente destes compromissos futuros e os possíveis impactos gerados a cada ano (cash flow).

O investimento para realizar estas projeções é bastante acessível, podendo até mesmo ser considerado irrelevante quando comparado à forma eficiente que a gestão do plano experimentará, possibilitando, ainda, o gerenciamento desta situação no âmbito da empresa, sob seu total controle.

Para conhecer este instrumento gerencial para seu Plano de Assistência Médica, entre em contato com:

Cesar Lopescesar.lopes@watsonwyatt.com

Luiz Alberto G. Alvernazluizalberto.alvernaz@watsonwyatt.com